ABERTURA

ABERTURA
Uma vez alçado vôo todo novo confinamento será ilusório, o pássaro que antes voava e amplitude alcançava ao fugir se deu conta que dentro dele ainda mora a essência do que sempre foi...Ele, que por não mais treinar voou rasteiro, sentiu que ainda sabe voar...E quando solitário na gaiola almejar a liberdade bate as asas pro universo que é todo o nosso recordar...Voando na amplitude que o meu verso jamais conseguirá alcançar!

sábado, 12 de dezembro de 2009

AMIGO É COISA DE SE GUARDAR NO PEITO PARA SEMPRE.



Um menino entra na lojinha de animais e pergunta o preço dos filhotes à venda.
- Entre 30 e 50 dólares, respondeu o dono.
O menino puxou uns trocados do bolso e disse:
Mas, eu só tenho 3 dólares... Poderia ver os filhotes?

O dono da loja sorriu e chamou Lady, a mãe dos cachorrinhos, que veio correndo, seguida de 5 bolinhas de pêlo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, com dificuldade, mancando de forma visível. O menino apontou aquele cachorrinho e perguntou:
- O que é que há com ele?
O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril e andaria devagar para sempre.
O menino se animou e disse com enorme alegria no olhar:
- Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!
O dono da loja respondeu:
- Não, você não vai querer comprar esse. Se quiser realmente ficar com ele, eu lhe dou de presente.
O menino emudeceu e, com os olhos marejados de lágrimas, olhou firme para o dono da loja e falou:
- Eu não quero que você o dê para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 3 dólares agora e 50 cêntimos por mês, até completar o preço total.
Surpreso, o dono da loja contestou:
- Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos.
O menino ficou muito sério, acocorou-se e levantou lentamente a perna esquerda da calça, deixando à mostra a prótese que usava para andar... Olhou bem para o dono da loja e respondeu:
- Veja... não tenho uma perna... eu não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso.
O dono respondeu com uma lágrima no olho: Filho só espero que cada cachorrinho que ficou tenham um dono como você

"Ás vezes desprezamos as pessoas com quem convivemos todos os dias, por causa dos seus “defeitos”, quando na verdade somos tão iguais ou piores do que elas. Desconsideramos que essas mesmas pessoas precisam apenas de alguém que as compreendam e as amem, não pelo que elas poderiam fazer, mas pelo que realmente são..."

"UM VERDADEIRO AMIGO É AQUELE QUE CHEGA QUANDO O RESTO DO MUNDO SE FOI"

NADA É IMPOSSÍVEL


Quando o homem chega na encruzilhada, olha de um lado é nada, olha do outro e é nada também...Aí o céu escurece e desaba, e tudo se acaba.
Quando tudo está perdido na vida, e só mesmo quando tudo está perdido na vida...
É que se vê... Na vida nunca nada está perdido amigo...
Eu andava acabrunhado e só Perdido e sem lugar
Feito um galho seco arrastado pelo temporal. Pensei até em enrolar minha bandeira. E dar no pé.
Eu pensei até em jogar fora. Minha história , os documentos e aquela fé.
Fazia tempo que o sol não derramava luz na minha vidraça.
Depois que tudo passa.
O vento leva as nuvens negras noutra direção.
Também pudera,
Uma hora era o fogo que rasgava o chão...
Outra hora era a água que descia...
E alagava toda minha visão.
Inda bem que restou o seu sorriso.
Que me alumia a alma. E me acalma quando eu preciso. Quando é preciso. Como eu preciso.

domingo, 27 de setembro de 2009

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

GATO DE CORAGEM


Uma certa ocasião observando um gato atravessar a rua, percebi que alguns cachorros se aproximavam perigosamente transmitindo todas suas fúrias caninas naturais com felinos. Bom o gato é um felino rápido mas pensei se êle conseguiria fugir em tempo. Bom, não foi o que aconteceu. Simpesmente sentou-se e passou a observar o tumulto. Os câes também não esperavam esta situação e brecaram quase atropelando o bichano. O gato aparentava uma tamanha calma que impressionou a todos que passaram a atacar com latidos e rosnados de gelarem o coração até dos transeuntes. Percebi neste momento que os câes estavam confusos e todos apresentavam muito respeito perante a esta situação inusitada. O Gatão como vou passar a chama-lo observava apenas com curiosidade e tamanha calma que tiravam as as ações da matilha que agora ja eram quase uma dúzia. Alguns foram criando coragem a passaram a atacar o solitário Gatão, mais não foram tão bem sucedidos. Depois de árdua batalha é claro que o Gatão começava a levar a pior, e então resolvi intervir. Me armei de um bambú e consegui afugentar os câes que até acredito terem agradecido a intervenção, pois as unhadas e os miados de guerra do Gatão eram mesmo algo de arrepiar em semelhante situação. Percebi um corte no pescoço do Gatão, e resolvi apanha-lo para tentar trata-lo em casa. Tenho certeza que o Gatão também sabia ser necessário alguns cuidados de emergência. Para meu espanto foi dócil no meu colo, e consegui cura-lo em alguns dias. Até achei que ficaria grato por tudo que fiz e acabaria fixando moradia em minha casa. Isto não aconteceu, pois se sentindo forte voltou novamente a sua vida livre, pois afinal havia o seu espaço a ser defendido. (História verdadeira que ocorreu quando era eu ainda adolescente) Vicente Aparecido do Amaral

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O CONTO DO PÁSSARO ENCANTADO


Era uma vez uma menina que amava um pássaro encantado que sempre a visitava e lhe contava estórias, o pássaro a fazia imensamente feliz. Mas sempre chegava um momento quando o pássaro dizia: “Tenho de ir”. A menina chorava porque amava o pássaro e não queria que ele partisse. “Menina”, disse-lhe o pássaro, “aprenda o que vou lhe ensinar: eu só sou encantado por causa da ausência. É na ausência que a saudade vive. E a saudade é um perfume que tornam encantados a todos os que o sentem. Quem tem saudades está amando. Tenho de partir para que a saudade exista e para que eu continue a amá-la, e você continue a me amar...” E partia. A menina, sofrendo a dor da saudade, maquinou um plano: quando o pássaro voltou e lhe contou estórias e foi dormir, ela o prendeu numa gaiola de prata dizendo: “Agora ele será meu para sempre”. Mas não foi isso que aconteceu. O pássaro, sem poder voar, perdeu as cores, perdeu o brilho, perdeu a alegria, não mais tinha estórias para contar. E o amor acabou. Levou tempo para que a menina percebesse que ela não amava aquele pássaro engaiolado. O pássaro que ela amava era o pássaro que voava livre e voltava quando queria. E ela soltou o pássaro que voou para longe. A estória termina na ausência do pássaro e a menina se enfeitando para a sua volta.