ABERTURA

ABERTURA
Uma vez alçado vôo todo novo confinamento será ilusório, o pássaro que antes voava e amplitude alcançava ao fugir se deu conta que dentro dele ainda mora a essência do que sempre foi...Ele, que por não mais treinar voou rasteiro, sentiu que ainda sabe voar...E quando solitário na gaiola almejar a liberdade bate as asas pro universo que é todo o nosso recordar...Voando na amplitude que o meu verso jamais conseguirá alcançar!

domingo, 27 de setembro de 2009

CONTATO

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

GATO DE CORAGEM


Uma certa ocasião observando um gato atravessar a rua, percebi que alguns cachorros se aproximavam perigosamente transmitindo todas suas fúrias caninas naturais com felinos. Bom o gato é um felino rápido mas pensei se êle conseguiria fugir em tempo. Bom, não foi o que aconteceu. Simpesmente sentou-se e passou a observar o tumulto. Os câes também não esperavam esta situação e brecaram quase atropelando o bichano. O gato aparentava uma tamanha calma que impressionou a todos que passaram a atacar com latidos e rosnados de gelarem o coração até dos transeuntes. Percebi neste momento que os câes estavam confusos e todos apresentavam muito respeito perante a esta situação inusitada. O Gatão como vou passar a chama-lo observava apenas com curiosidade e tamanha calma que tiravam as as ações da matilha que agora ja eram quase uma dúzia. Alguns foram criando coragem a passaram a atacar o solitário Gatão, mais não foram tão bem sucedidos. Depois de árdua batalha é claro que o Gatão começava a levar a pior, e então resolvi intervir. Me armei de um bambú e consegui afugentar os câes que até acredito terem agradecido a intervenção, pois as unhadas e os miados de guerra do Gatão eram mesmo algo de arrepiar em semelhante situação. Percebi um corte no pescoço do Gatão, e resolvi apanha-lo para tentar trata-lo em casa. Tenho certeza que o Gatão também sabia ser necessário alguns cuidados de emergência. Para meu espanto foi dócil no meu colo, e consegui cura-lo em alguns dias. Até achei que ficaria grato por tudo que fiz e acabaria fixando moradia em minha casa. Isto não aconteceu, pois se sentindo forte voltou novamente a sua vida livre, pois afinal havia o seu espaço a ser defendido. (História verdadeira que ocorreu quando era eu ainda adolescente) Vicente Aparecido do Amaral

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O CONTO DO PÁSSARO ENCANTADO


Era uma vez uma menina que amava um pássaro encantado que sempre a visitava e lhe contava estórias, o pássaro a fazia imensamente feliz. Mas sempre chegava um momento quando o pássaro dizia: “Tenho de ir”. A menina chorava porque amava o pássaro e não queria que ele partisse. “Menina”, disse-lhe o pássaro, “aprenda o que vou lhe ensinar: eu só sou encantado por causa da ausência. É na ausência que a saudade vive. E a saudade é um perfume que tornam encantados a todos os que o sentem. Quem tem saudades está amando. Tenho de partir para que a saudade exista e para que eu continue a amá-la, e você continue a me amar...” E partia. A menina, sofrendo a dor da saudade, maquinou um plano: quando o pássaro voltou e lhe contou estórias e foi dormir, ela o prendeu numa gaiola de prata dizendo: “Agora ele será meu para sempre”. Mas não foi isso que aconteceu. O pássaro, sem poder voar, perdeu as cores, perdeu o brilho, perdeu a alegria, não mais tinha estórias para contar. E o amor acabou. Levou tempo para que a menina percebesse que ela não amava aquele pássaro engaiolado. O pássaro que ela amava era o pássaro que voava livre e voltava quando queria. E ela soltou o pássaro que voou para longe. A estória termina na ausência do pássaro e a menina se enfeitando para a sua volta.